Um em cada quatro brasileiros não acredita que o homem esteve na Lua

Entre os 2.086 participantes, 70% consideram que, sim, Neil Armstrong e Buzz Aldrin caminharam na Lua em 20 de julho de 1969. Já outros 26% acham que não, e 4% declararam não saber. A pesquisa mostra uma forte correlação entre nível de escolaridade e descrença nas missões lunares.

Entre os que cursaram apenas o ensino fundamental, 38% dizem que as viagens à Lua foram uma mentira e 8% dizem não saber. No grupo dos que têm até o ensino médio, os que acham que as missões não aconteceram caem para 21%, e os que não sabem, para 3%. Por fim, dentre os que têm ensino superior, apenas 14% consideram as missões uma fraude, e só 2% dizem não saber.

Idade também parece ter tudo a ver com a percepção das missões lunares. Mas, paradoxalmente, quanto mais velho o respondente, maior a chance de ele não acreditar na ida do homem à Lua. Na primeira faixa etária pesquisada, entre 16 e 24 anos, apenas 19% acreditam que se trate de uma farsa.

Números parecidos surgem nas faixas entre 25 a 34 anos e 35 a 44 anos, mas as coisas começam a mudar de forma significativa na faixa dos 45 aos 59 anos, em que 29% afirmam ser mentira. No último extrato, 60 anos ou mais, a percepção se divide quase meio a meio entre quem diz que as missões foram verdadeiras (56%) e quem diz que foram uma farsa (36%).

Em 1995, uma pesquisa da Time/CNN indicou que apenas 6% dos americanos duvidavam dos pousos na Lua. Em 1999, o Gallup fez nova medição, com exatamente o mesmo resultado. Em 2013, uma pesquisa do Public Policy Polling mediu mais uma vez a credibilidade da Apollo 11, e apenas 7% dos americanos disseram não acreditar na missão. E uma pesquisa recém-divulgada pelo Ipsos revela que hoje 6% dos americanos descredibilizam a caminhada de Neil e Buzz pelo solo lunar.

Assim como a pesquisa do Datafolha no Brasil, os resultados do Ipsos também revelam, entre os americanos, uma forte correlação de nível de escolaridade com convicção na Apollo 11. Dos que têm no máximo o ensino médio nos EUA, 51% acreditam na missão, enquanto 13% duvidam e 34% declaram não saber. A diferença lá é a questão etária. Enquanto no Brasil, quanto mais jovem, maior a chance de acreditar nas missões lunares, lá é o inverso: quanto maior a faixa de idade, mais ampla é adesão à veracidade da Apollo 11.

Fonte: Datafolha

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