Quinto pedido de impeachment contra o prefeito é arquivado no Legislativo caxiense

A denúncia-crime contra Daniel Guerra era de autoria do ex-vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu

Terminou arquivado, no Legislativo caxiense, o quinto pedido de impeachment (impedimento) contra o prefeito municipal, Daniel Guerra, ao longo da atual Administração (2017-2020). Isso porque, na sessão ordinária desta terça-feira (12/02), a maioria (16 X 6) dos vereadores rejeitou a admissibilidade do Documento do Poder Executivo 457/2017, com 122 páginas, além de juntadas de textos e outros anexos. Foi a segunda denúncia-crime contra Guerra movida pelo ex-vice-prefeito municipal Ricardo Fabris de Abreu.

Até agora, as duas denúncias de Fabris e outras três, todas alegando crime de responsabilidade contra Guerra, foram encaminhadas para arquivamento. O rito se baseou no decreto-lei federal 201/1967, com amparo no Regimento Interno da Casa.

O texto principal somou 210 páginas, organizadas em 28 tópicos, e demandou horas de leitura, a partir de revezamento entre os vereadores Alberto Meneguzzi/PSB, Edson da Rosa/MDB, Felipe Gremelmaier/MDB, Paula Ioris/PSDB, Paulo Périco/MDB e Ricardo Daneluz/PDT. Eles começaram a ler a documentação às 9h45. Entre as 12h01 e as 12h42, houve suspensão dos trabalhos.

Às 15h56, passada a leitura do texto, começou a votação, na qual só os vereadores Alceu Thomé/PTB e Gladis Frizzo/PSB se manifestaram pela admissibilidade. Contrariamente, falaram Elisandro Fiuza/PRB e Paula Ioris/PSDB. Os demais parlamentares apenas registraram o voto. Às 16h06, o presidente Flavio Cassina anunciou o resultado da rejeição e do consequente arquivamento.

O material contabilizou 478 páginas de anexos, com aditamentos à denúncia (DE 17/2019, com 73 páginas; DE 21/2019, com três páginas; DE 22/2019, com quatro páginas; DE 25/2019, com 19 páginas). Entre outros pontos, Fabris reproduziu episódios relacionados ao não reconhecimento por Guerra da figura do vice-prefeito, quando ele ainda estava no cargo, antes da renúncia, no final de dezembro passado. Também reclamou quanto a honorários pagos a procuradores do município e a supostos casos de nepotismo, no poder Executivo.

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