Projeto Escola Lixo Zero prevê separação e venda de resíduos para melhorias em colégios

11 anos: esse é o prazo para que o homem possa frear o aquecimento global. Parece muito, mas o tempo está se esgotando e cada vez mais são produzidas toneladas de lixo, com destinação incorreta. No Brasil, apenas 3% de todo o resíduo é reciclado.

Pensando nesse cenário atual, a startup OSucateiro.com criou o projeto Escola Lixo Zero, que prevê a conscientização dos estudantes quanto à separação de lixo nas escolas. Por meio do aplicativo PACSCRAP – app do Lixo Zero, criado pela startup, eles irão educar as crianças para que elas separem corretamente os resíduos e depois a venda aconteça. O dinheiro arrecadado será disponibilizado à instituição de ensino para melhorias de estrutura e compra de produtos.

O primeiro passo foi lançado nesta segunda-feira, 5 de agosto, na escola Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul.  Os alunos iniciam o projeto separando corretamente o lixo na hora do descarte com a ajuda do PACSCRAP. Após esse processo, a equipe de limpeza da escola leva até a Central de Resíduos, onde serão colocados nas big bags correspondentes. Quando estiverem cheias, a venda será feita e o valor revertido para a escola.

Para que tudo isso fosse possível, há cerca de 20 dias, foram iniciadas as obras em um espaço dentro da escola, que se transformou na Central de Resíduos; além da instalação de 360 lixeiras e preparação do local para a composteira. “Pais, professores e funcionários se uniram e em uma semana limpamos a sala que será usada como Central. Escolhemos o Cristóvão por ser um dos maiores colégios do Rio Grande do Sul e assim conseguimos impactar mais pessoas. Tudo isso viabilizado através de uma vaquinha online, onde a comunidade e pessoas interessadas podem doar qualquer valor para a escola”, conta o idealizador do projeto, Rafael Valentini.

A sala que recebe a Central teve serviço de pintura, reparos elétricos, lâmpadas, estrutura para acoplar as Big Bags – recipientes flexíveis para transporte de materiais; portão novo, entre outras melhorias. Além do destino do seletivo, o orgânico também será compostado dentro da escola.

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