O que vale mais a pena na hora de trocar de carro, assinar ou comprar?

Os serviços de assinatura de veículos surgiram como uma alternativa interessante para andar de carro novo sem gastos com IPVA e manutenção.

Optando pelo serviço, o cliente paga uma mensalidade e pode trocar o veículo por um novo ao término do vínculo. Uma das empresas que oferecem o serviço é a seguradora Porto Seguro. Desde 2017 ela oferece o Carro Fácil, no qual o cliente pode fechar um contrato de 12 a 24 meses.

Existe, porém, um limite de quilometragem rodada por mês. No caso do Carro Fácil os planos são de 500 quilômetros, 1.000 quilômetros ou mais. Se ultrapassar o limite, o cliente paga um valor excedente por quilômetro ao término do contrato, mas pode contratar pacotes adicionais de acordo com sua necessidade. “Ao final do contrato, o assinante devolve o veículo e pode contratar um novo plano de assinatura para retirar outro automóvel 0km. Ele poderá escolher novamente a duração do plano (12, 18 ou 24 meses) e o modelo, a cor e a placa do automóvel que deseja utilizar dentro do período selecionado. É importante ressaltar que o cliente sempre retira um carro zero, diferente do serviço.

Parece vantajoso, mas será que a opção é mesmo mais interessante do que comprar um carro novo? “Se a pessoa precisa de um carro, mas não tem dinheiro para comprá-lo a vista, ela precisará recorrer ao financiamento. O custo de financiamento costuma ser caro e, se a pessoa tiver uma análise de crédito ruim, ele será ainda mais alto. Neste caso, quem não tem dinheiro para comprar o carro a vista deve olhar com mais carinho para a locação porque sairá mais barato que o custo do financiamento”, afirma Henrique Castro, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP).

Segundo o especialista também diz que o serviço pode ser bom para quem troca de carro em até dois anos. “A desvalorização do automóvel costuma ser grande no primeiro ano de vida, então quem adquire um veículo e o troca com um ou dois anos está trocando de carro no período em que ele mais se desvaloriza. Então pegar um carro alugado pode valer a pena”.

Seja qual for a decisão, o professor aconselha ponderar quais serão as vantagens e desvantagens antes de tomar sua decisão. “É preciso levar em consideração, inclusive, o custo de oportunidade (benefício ou valor renunciado por conta de uma escolha). Ou seja, se eu não comprei o carro, então posso investir o valor que gastaria e já levo em consideração os rendimentos que terei ao investir”. Só que o serviço de locação (ou assinatura, como preferir) de carro não vale a pena para todo mundo.

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