Maior demanda por energia é uma das macrotendências para 2030

O aumento da demanda por energia é uma das macrotendências mundiais para 2030. A avaliação está em um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Além de apontar movimentos que devemos esperar nos próximos anos, o documento também indica as oportunidades que eles representam para o Brasil.

Com respeito à maior demanda por energia, o estudo projeta crescimento dos smart grids — as redes inteligentes de energia. A expectativa é que esse mercado valha US$ 65 bilhões já em 2022.

Além disso, aponta também o avanço dos consumidores que são, ao mesmo tempo, produtores de energia. Nesse cenário, também serão necessários investimentos públicos em infraestrutura energética, aponta a Fiesp. O documento cita a geração de energia renovável, mas não exclui as não renováveis.

As mudanças também vão aumentar a importância do armazenamento de energia. Desse modo, a Fiesp espera que o mercado de baterias e capacitores alcance os US$ 400 bilhões. Também devem surgir formas alternativas para guardar energia, substituindo o lítio.

Conforme o estudo, o país tem um “dos maiores potenciais energéticos em fontes renováveis do mundo, principalmente, hidrelétrica”. Além disso, tem potencial para produzir os equipamentos para geração e distribuição dessa energia, e tecnologia para fontes alternativas ao petróleo.

Por fim, sustenta que o país pode adotar com mais intensidade a energia solar, ainda pouco presente na matriz brasileira. Nesse caso, a queda dos custos dessa tecnologia pode ajudar nesse movimento.

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