Inteligência artificial e robôs vão exigir novos treinamentos de mais de 120 milhões de pessoas

Mais de 120 milhões de trabalhadores de todo o mundo terão de participar de programas de reciclagem nos próximos três anos como consequência do impacto da inteligência artificial sobre os empregos, segundo uma pesquisa da IBM.

Estimativas apontam que 50,3 milhões de trabalhadores chineses podem precisar de novos treinamentos como resultado da automação inteligente até 2022, de acordo com o estudo, bem como 11,5 milhões de funcionários nos Estados Unidos e 7,2 milhões no Brasil. Japão e Alemanha completam os cinco principais países que precisarão se atualizar devido ao avanço tecnológico, com 4,9 milhões e 2,9 milhões de trabalhadores, respectivamente.

Essa é uma das principais preocupações de muitos empregadores, que afirmam que a falta de talentos é uma das maiores ameaças às suas organizações atualmente. E o treinamento necessário agora é mais longo do que costumava ser — os funcionários precisam de 36 dias treinando para dominar uma habilidade em comparação a três dias em 2014, observa a pesquisa da IBM.

Algumas habilidades levam mais tempo para serem aprendidas porque são de natureza mais comportamental, como trabalho em equipe e comunicação, ou altamente técnicas, como recursos de ciência de dados.

“O treinamento de habilidades técnicas geralmente é conduzido por uma educação estruturada com um objetivo definido e um início e fim claros”, escreveu em um e-mail Amy Wright, diretora-gerente de talentos da IBM. “A construção de habilidades comportamentais leva mais tempo e é mais complexa.”

Habilidades comportamentais, como a capacidade de trabalhar bem em equipe, comunicação, criatividade e empatia, são mais bem desenvolvidas por meio da experiência, em vez de programas estruturados de aprendizado, como um webinar.

Quando as empresas dizem que estão enfrentando escassez de habilidades, a primeira coisa que vem à mente é a experiência em programação ou outro conjunto de capacidades técnicas avançadas. No entanto, atualmente empregadores exigem mais ênfase em habilidades sociais, como comunicação, ética e criatividade, em vez de técnicas — uma mudança em relação aos últimos anos, destaca a pesquisa. Agora, as habilidades comportamentais são consideradas tão essenciais quanto as digitais e técnicas.

Espera-se que avanços na inteligência artificial não apenas substituam empregos, mas também criem outros. O desafio será capacitar funcionários para desempenhar as novas funções. Maneiras de solucionar a falta de habilidades incluem a contratação de profissionais de outros países, de fora da organização, e a alternância de funcionários entre divisões da empresa, diz a IBM.

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