Falta do uso do cinto de segurança cresce 177% no primeiro semestre em Caxias do Sul

Deixar de usar o cinto de segurança foi uma prática comum entre motoristas e passageiros no trânsito de Caxias do Sul durante o primeiro semestre deste ano. De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM), 778 autuações pela ausência do equipamento foram registradas no período e superam em 177% as 281 ocorrências flagradas entre janeiro e junho de 2018. O dado também é maior que os casos identificados em todo o ano passado, quando 482 infrações relacionadas ao não uso do cinto foram efetuadas na cidade.

Os dados consideram as ocorrências flagradas diariamente pelos fiscais de trânsito, tanto de condutores como de passageiros, no banco dianteiro ou traseiro, sem a utilização do equipamento de segurança. E esse comportamento imprudente vem chamando a atenção da SMTTM desde o início do ano, quando o primeiro trimestre encerrou com 431 motoristas identificados sem o dispositivo, três vezes mais que o mesmo período do ano passado. Desde então, a Escola Pública de Trânsito (EPT) reforçou as orientações à comunidade em atividades de educação em escolas, empresas e nas ruas sobre o tema.

“A falta de atenção do motorista é tão grande que é comum um veículo parar ao lado de uma viatura da fiscalização e o agente perceber que o condutor ou algum passageiro deste automóvel está sem o cinto. Ainda não temos uma cultura de educação para o trânsito e estamos trabalhando para fortalecer essas orientações com a comunidade”, salientou o titular em exercício da SMTTM, Pedro Cogo.

Ele reforça que os motoristas devem prezar pela segurança dos ocupantes do veículo e somente começar o deslocamento após todos os passageiros estiverem devidamente protegidos pelo cinto. A prática deve ser realizada sempre, tanto em viagens como em pequenos deslocamentos. Nos táxis e veículos do transporte por aplicativos, também é fundamental que os condutores alertem os passageiros para que coloquem o dispositivo, principalmente no banco traseiro. Recentemente, foram fixados 2,8 mil adesivos em veículos das frotas leves e pesadas do Município reforçando sobre a obrigatoriedade do uso do cinto.

Considerado uma proteção vital em caso de acidentes, o cinto de segurança é obrigatório tanto nos bancos dianteiros ou traseiro desde 1998. Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o não uso do equipamento configura infração grave, punida com cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 195,23.

Celular e sinal vermelho caem

Na contramão, as infrações pelo uso do celular ao volante e do avanço no sinal vermelho caíram 12% na cidade nos primeiros seis meses de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, ainda são motivo de alerta devido aos riscos pela prática perigosa no trânsito.

Os flagrantes do uso do celular, considerando os três diferentes enquadramentos previstos no CTB, caíram de 1.521 em 2018 para 1.333 ocorrências neste ano – uma variação de 12,3%. Conforme a legislação, é proibido falar, usar ou manusear o aparelho enquanto estiver dirigindo. Desde setembro do ano passado, a SMTTM colocou nas ruas a campanha “Celular e Trânsito: Uma Ligação Perigosa”, com o objetivo de chamar a atenção da comunidade para o problema, com foco na redução das infrações.

A prática de avançar o sinal vermelho do semáforo também caiu 12%. Foram 945 infrações flagradas neste ano contra 1.075 nos primeiros seis meses de 2018. A imprudência é um dos principais fatores que contribuem para a ocorrência de acidentes de trânsito.

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