Aplicativo espião do Facebook coletou dados de 187 mil pessoas

O Facebook coletou dados pessoais de 187 mil usuários por meio do seu app espião Facebook Research, que foi banido da loja de aplicativos da Apple este ano por violar as regras de conduta da plataforma. A notícia é do site TechCrunch, que teve acesso a documentos sobre o assunto.

A rede social revelou detalhes sobre caso em um carta enviada ao senador norte-americano Richard Blumenthal. A empresa disse que coletou dados de 31 mil usuários nos Estados Unidos, incluindo 4,3 mil adolescentes – a maioria das informações foi coletada de usuários da Índia.

Segundo o site TechCrunch, o app espião Facebook Research dava acesso total às ações informações do usuário no celular para a rede social de Zuckerberg. Entre as informações coletadas pelo Facebook estavam as conversas privadas trocadas pelo WhatsApp e Facebook Messenger, além de buscas e atividades de navegação e fotos de compras feitas no site da Amazon.

Segundo a publicação, o programa, chamado de Project Atlas, tem funcionamento semelhante ao do aplicativo de VPN (virtual private network, em inglês) Onavo, banido da loja de aplicativos oficial da Apple em agosto do ano passado. No dia seguinte à reportagem do TechCrunch que relevou as práticas do Facebook Research, a Apple bloqueou e retirou o aplicativo de sua loja.

Algumas correspondências antigas de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, estão causando dores de cabeça a seus funcionários. Durante uma investigação da Comissão Federal de Comércio (ou simplesmente “FTC”) dos Estados Unidos, e-mails velhos do executivo “podem implicá-lo práticas problemáticas de privacidade”. As informações são do Wall Street Journal.

De acordo com a reportagem, a investigação do órgão se dá por uma acusação de violação supostamente perpetrada pelo Facebook em relação à privacidade dos seus usuários, conhecida como “decreto de permissão” (consent decree, no jargão jurídico em inglês). A empresa busca um acordo junto à FTC para resolver a situação rapidamente, mas os e-mails descobertos durante a investigação prometem complicar a situação do CEO.

Fonte: TechCrunch

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