Advogados orientam que investidores da InDeal e Bitcoin Banco acessem a justiça o mais rápido possível

Os clientes das empresas Indeal e Bitcoin Banco, investigadas por operações suspeitas no mercado de criptomoedas, devem acessar a Justiça o mais breve possível. Isso porque os sócios gastaram parte do fundo para adquirir patrimônio pessoal, dificultando a devolução das quantias. Com isso, os primeiros clientes que buscarem auxílio de escritórios de advocacia terão mais chances de recuperar o dinheiro investido.

De acordo com o advogado Fausto Pinheiro Santos, do escritório Peres, Santos & Protti Advogados Associados, os clientes dessas empresas têm buscado orientação diariamente. “Temos uma média de três pessoas por dia que nos procuram para esses casos. Avaliamos cada um e direcionamos para o melhor resultado, mas o mais importante é que esses investidores procurem ajuda o quanto antes, já que não se tem ideia da quantidade de dinheiro que essas empresas ainda têm para o ressarcimento dos investidores. Quem antes entrar com ação contra elas, terá ainda mais chances de obter êxito.”

Atualmente, o escritório está impetrando ações para 23 clientes, que somam prejuízos de R$ 5,5 milhões de reais. Desses, 15 investiram na Indeal, de Novo Hamburgo, e outros oito na Bitcoin Banco, de Curitiba.

Fundo de criptomoedas

A InDeal e a Bitcoin Banco são investigadas por captar recursos de terceiros para investimento no mercado de criptomoedas. A suspeita da Polícia Federal e Receita Federal é de que as empresas obtinham os valores com os investidores, mas não completavam a operação.

Em Caxias do Sul, R$ 128 milhões de reais foram investidos na InDeal, mas o montante é ainda maior, com o desvio de cerca de R$ 850 milhões na soma de todas as cidades onde foram feitas aplicações.

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